2 de dezembro de 2018

LICOR DE LIMA DA PÉRSIA


Eu ando descalça, eu tomo banho no jardim,
eu me arrisco, eu enfrento o desafio,
a alegria é o melhor que há em mim,
e sempre, e apesar de tudo, eu sorrio.

Eu colho frutas, eu bebo água no rio,
eu luto, eu sinto desejo, eu sinto dor,
o meu destino, o meu caminho, eu mesmo crio,
com meu espírito inquieto e criador.

Com a minha alma sonhadora sempre ativa,
eu crio mundos com meus sonhos controversos,
Eu estou viva, escandalosamente viva,
como uma deusa contemplando o universo.

E sempre, e apesar de tudo,
eu canto, eu danço, eu me exponho,
porque o sonho é minha espada e o meu escudo,
e ao final de tudo, a vida é sonho. 



Eu me apaixono pela vida, todos os dias. Eu mergulho na fascinação e na alquimia dos perfumes e dos sabores das frutas, das flores, dos alimentos. Eu tenho me dedicado e me encantado com a extração dos perfumes e sabores das frutas, e os resultados tem sido maravilhosos. Abrir um vidro e sentir o sedutor aroma das limas, das pintangas, dos limões rosa, siciliano, das jabuticadas tem trazido uma sensação de poder. O poder de engarrafar a fabulosa experiência de colher frutas no pé.
Eu sei que você vai rir. Talvez eu tenha essa capacidade de encantamento com as coisas simples, mas eu posso afirmar que isto me torna mais rica. Como eu não sou egoista, eu compartilho com você, os meus tesouros. Aproveite e experimente mergulhar neste vasto universo dos sabores, embriague-se com os seus perfumes, mas beba com muita moderação. Celebre a vida com pequenos goles, degustando os seus sabores. Boa tarde para você que gosta da vida, para você que gosta de licores, para você que detesta fim de domingo, mas gosta de mim. ...muitos risos... 


Ingredientes:
6 limas da pérsia bem frescas, lavadas e secas
500 ml de álcool de cereais a 95%
600 ml de água]
400 g de açúcar

Modo de fazer: Descasque as limas, retirando finamente apenas a parte verde, evitando a parte branca que amarga o licor. Coloque as cascas em um vidro com tampa, cubra com o álcool de cereais e tampe o vidro. Deixe em infusão por 7 dias, agitando o vidro diariamente, pelo menos uma vez ao dia. No sétimo dia, coe, e deixe escorrer bem, enquanto prepara a calda.
Leve a água ao fogo em uma panela, de preferência inox, e deixe a água ferver. Junte o açúcar e deixe a água ferver mais um pouco, até a água ficar transparente. Deixe esfriar completamente, e junte ao extrato de álcool e lima. Mexa bem, até ficar bem homogêneo. Engarrafe em vidros limpos e esterilizados. Eu esterilizo os vidros limpos, deixando-os por quarenta minutos em um forno elétrico a 100 graus. Deixe esfriar completamente, engarrafe e tampe bem com rolhas limpas e esterilizadas.
O licor estará pronto imediatamente, mas eu sempre o deixo "acalmando" por pelo menos 2 dias. O sabor do licor de lima é absolutamente maravilhoso, tanto no sabor, como no perfume. É como se você bebesse o perfume da lima. É maravilhoso, mas, deve ser conservado em geladeira ou adega, e não dura muito. O óleo da casca da lima, que dá o perfume e o sabor, rancifica muito rápido, sem conservante.





1 de dezembro de 2018

LICOR DE PITANGA



O amarelo é de pitangas vermelhas não totalmente maduras, o laranja é feito de pitangas vermelhas e maduras,
e o vermelho maravilha é feito com pitangas vermelhas e pretas.



Eu agradeço a luz do sol de todo dia,
o vento azul que revolve os meus cabelos,
o batalhão de estrelas que me guia,
e a pulseira que me enfeita os tornozelos...
Eu agradeço as pequenas maravilhas,
os meus tesouros, que ninguém mais pode ver,
a luz e sombra que enfeita as minhas trilhas,
e a minha louca alegria de viver...
Eu agradeço a brisa fresca e perfumada,
que faz voar as cortinas das janelas,
a tua presença que me faz sentir amada,
e o teu amor que me faz sentir mais bela.
Eu agradeço, e tudo em mim e gratidão,
é uma benção bem maior do que eu mereço,
é um tsunami que me invade o coração,
e essa alegria tão incrível, não tem preço.

Eu tenho muitas paixões, mas poucas são maiores do que a minha paixão por pitanga. Para mim, a vida tem sabor de pitanga. Como a pitanga é uma fruta silvestre que produz uma única vez por ano, eu resolvi captar e engarrafar o sabor dessa frutinha maravilhosa, para eu poder sentir o sabor e o cheiro sedutor da pitanga. Eu preparei algumas receitas do licor de pitangas, e cada uma se tornou uma maravilha com suas próprias cores. A primeira receita foi feita com pitangas vermelhas ainda não totalmente maduras, a segunda foi feita com pitangas bem maduras, e a terceira, com uma mistura de pitangas vermelhas e pretas. O resultado foi avassalador. Eu nunca vi cor mais linda. Finalizar uma refeição com uma tacinha de licor de pitangas vermelha e pretas, é um celebração. O licor também tem o perfume e o sabor da vida. Brinde comigo! Sorria! Você está bebendo um pouquinho de vida. Boa tarde para você, que gosta do gosto da vida! Boa tarde para você que gosta de pitangas! Boa tarde, para você, que gosta de mim. ...muitos risos...


Ingredientes: 

1/2 litro de pitangas maduras. Não ria! É isso mesmo. Enche aquele medidor múltiplo de meio litro e pronto.
500 ml de álcool de cereais 95%
300 g de açúcar
500 ml de água.

Modo de fazer: Escorra bem as pitangas, coloque-as em um vidro com tampa, e cubra com o álcool de cereais. Deixe em infusão por 7 dias, agitando todos os dias, pelo menos uma vez.  Após 7 dias, escorra o álcool em um coador bem fininho de nylon. Eu costumo amassar as pitangas para retirar bem o suco, mas é preciso decantar antes de engarrafar, porque deixa um pouco de borra no fundo. Se descartar as frutas sem amassar, o licor pode ter um pouco menos de sabor, mas fica mais transparente. Deixe as frutas escorrendo, enquanto prepara a calda. A cor do licor de pitanga pode variar, de acordo com o grau de maturação das pitangas, e a variedade. A mistura de pitangas negras e as vermelhas dá um licor com um deslumbrante cor, que eu chamo de maravilha.
Leve a água ao fogo em uma panela, e deixe ferver. Adicione o açúcar e deixe ferver mais um pouco, até ficar transparente. A água fica transparente e dourada. Deixe esfriar completamente, e misture ao extrato da fruta. Mexa bem, e está pronto. Melhor consumir após 2 dias. Engarrafe em garrafas esterilizadas, bem fechadas. Eu tenho algumas informações, segundo as quais o licor atinge o seu ponto alto com seis meses, e a durabilidade confiável é de um ano. Mas eu tenho notícias de licores perfeitos mesmo após uma ano. Na dúvida, consuma com calma. Quando acabar, acabou. Sirva gelado. Ou não! ...risos...






29 de outubro de 2018

LICOR DE JABUTICABA






Eu mando notícias de mim, tão só,
nesta manhã chuvosa de domingo.
A chuva cai, serena,  e em cada pingo,
eu vejo o triste olhar da minha avó...

Eu sinto saudade de quem fui, de quem eu sou,
porque eu  estou de mim tão afastada,
eu me perdi em você nesta jornada,
e você partiu de mim e não voltou...

Nos vidros embaçados da vidraça,
eu vejo o teu lindo sorriso refletido,
eu sinto, em mim, um desejo que não passa,
eu ouço, ainda, a tua voz em meu ouvido.

O vento fala de você,  e movimenta
as bandeiras e as plantas do jardim.
O vento passa e ele traz você para mim,
e ele me engana com as histórias que ele inventa.

Eu acredito que pode ser indigesto essa mistura de gastronomia com poesia, por isso eu corri para pesquisar e testar os licores, que são digestivos. ...risos...
Bem, a jabuticaba é uma maravilhosa fruta da nossa mata Atlântica, linda, deliciosa, e que  também proporciona muitos benefícios à saúde, pois é rica em vitaminas, especialmente B e C, aminoácidos, e minerais como cálcio, fósforo e ferro, mas, me diga com sinceridade: quem é que pensa nisso, quanto experimenta uma jabuticaba? Por ser uma fruta de temporada, nós tentamos conservar os seus sabores nas mais diversas formas. Geleias, molhos e, principalmente o licor. Aquele licorzinho que as nossas avós nós dava um pouquinho, escondida das nossas mães. Bem, para quem não teve a avó para ensinar, aqui estou eu, um aprendiz de alquimista, para dar a minha receita. Senta, que lá vem a história. Licor de jabuticaba é um elixir para dar cor e sabor para as nossas almas. É simples, é fácil, não requer prática ou habilidade. Basta juntar as coisas certas, no momento certo. Gargalhando, depois de tanto lugar comum, eu acho que você está precisando de uma dose de licor.  Vamos lá, minha gente! Preparar licor nos dá o status de feiticeiros. ...mais risos...

Ingredientes:

1 kg de jabuticaba
500 ml de álcool de cereais a 95º
300 g de açúcar
500 ml de água

Modo de fazer: Lave as jabuticabas e deixe escorrer bem. Faça um corte em cada uma das jabuticabas, coloque em um vidro limpo e adicione o álcool. Tem gente que não corta as jabuticabas, mas eu vou falar aqui da minhas experiência. O álcool deve cobrir as jabuticabas.  Deixe uma semana em infusão, agitando o vidro  diariamente. Ao final da semana, coe em um  escorredor e aperte as jabuticabas para liberarem o suco. 
Coe novamente em uma peneira fina de nylon.
Coloque o açúcar e a água em uma panela, e leve ao fogo, mexendo até o açúcar dissolver completamente. Quando o açúcar está completamente dissolvido, ele fica transparente e levemente dourado.
Deixe esfriar completamente, e misture ao Deixe esfriar completamente, e misture ao extrato da jabuticaba. Mexa bem, e está pronto. Guarde em garrafas limpas e esterilizadas. Melhor servir apos 2 dias, mas já fica delicioso na hora.

Nota: Eu sempre messo o líquido após coar, e eu mantenho a proporção da calda de 400 g de açúcar e 500 ml de água,para cada 500 ml de extrato da jabuticaba, para manter o padrão de qualidade.
Para esterilizar as garrafas, eu as coloco no forno elétrico, por 40 minutos, em uma temperatura de 100 graus.  Eu engarrafo o licor quando as garrafas estão frias.

28 de outubro de 2018

FEITIÇO - LICOR DE ERVAS AROMÁTICAS

Não tem  cheiro e nem sabor, a solidão!
Eu gosto mais é do azedo do limão,
do gosto doce  e intenso, que esquenta,
como o ardido urticante da pimenta...

Eu gosto mais do sabor do seu sorriso,
gosto de menta, e também de chocolate,
Eu gosto mais é do perfume do narciso,
e do vermelho da maçã e do tomate...

Eu gosto mais de  sentir cheiro de flor,
do pão no forno, do perfume no chuveiro,
porque a vida tem perfume e tem sabor,
porque a vida tem seu gosto e tem  seu cheiro....



Eu escrevo desde quando era menina. Eu não aprendi ainda, mas isso não me incomoda. Eu escrevo com a inconsequência e a despretensão da menina que eu fui. Eu me comunico comigo mesma, quando eu escrevo, sem me preocupar com a métrica, a lógica ou a estética. Mas escrever não é a minha predileta paixão. Eu adoro mergulhar no universo dos sentidos, me encantando com as cores, os perfumes e os sabores dos alimentos e das bebidas. Eu ando aqui, mergulhada, perdida nas poções mágicas dos licores, extraindo das frutas e das ervas, as suas magias. Sinto-me um feiticeira, manipulando ervas de frutas, transformando-as em mágicos elixires. Se você tem, como eu, uma feiticeira ou um bruxo dentro de si, aproveite para  libertá-lo. Junte as ervas, faça a infusão, prepare o seu licor. Prove! Monte em uma vassoura, e voe! Você já terá atingido a sua graduação de feiticeira ou bruxo. ...muitos, muitos risos...

Ingredientes: 

3 folhas de limão
3 folhas de sálvia
3 folhas de hortelã
3 raminhos de alecrim
3 folhas de manjericão,
3 folhas de cebolinha
3 folhas de melissa
3 folhas de loro
3 bagas de zimbro
3 cravos da índia.
1 pau de canela,
1 colher (sopa) rasa de erva doce (sementes)
1 baga de aniz estrelado
1 colher de chá de camomila
400 ml de álcool de cereal a 95º
400 gramas de açúcar, 
500 ml de água

Modo de fazer: Coloque todos as ervas em um vidro com tampa,  cubra com o álcool e feche o vidro. Deixe em infusão por 3 dias. Após o período de infusão, coe e reserve. 
Em uma panela, preferêncialmente de inox, misture a água com  400 ml de açúcar e leve ao fogo,
até o açúcar diluir. A água fica transparente e levemente dourada, quando o açúcar está completamente diluído. Deixe esfriar e misture com o álcool  de ervas. Misture e, viola, está pronto!
Coloque em vidros limpos e esterilizados, tampe bem e sirva após as refeições. É maravilhoso e digestivo, dizem. Eu não acredito muito, mas eu adoro mesmo sem crer.









27 de setembro de 2018

LIMONCELLO



Eu sinto toda a leveza,
 da brisa que vem do mar,
a luz do sol, sempre acesa,
meu corpo solto no ar...
Andando pelos caminhos,
tudo transborda, em mim,
as uvas se tornam vinhos,
 as flores se tornam  jardim...
Enquanto  minutos se vão,
a vida se torna menor,
e ao som do meu coração,
tudo se cala, ao redor...
A escuridão  me abraça,
meu grito fecha a garganta,
 e enquanto eu persigo a caça,
é o nosso que silêncio canta...
Na imensidão do universo,
no silêncio absoluto,
em meu mundo submerso,
é a tua voz que eu escuto...

Eeeebaaaaaaaaaaa!!!! Eu estou tão feliz! Hoje eu concluií o meu licor de limão siciliano, o meu limoncello genérico, mas com uma qualidade incrível.
O Limoncello original vem da região da Campânia, mas encanta o paladar do mundo inteiro. A exemplo do Champagne, só poderia ser chamado de limoncello, o licor feito com limões vindos  da área da costa de Amalfi entre Vico Equense e Massa Lubrense ou da ilha de Capri. A qualidade dos limões desta parte bonita do território italiano é devido ao aroma intenso e ao sabor inconfundível deste licor, muito fácil de fazer, mesmo em casa. Um bom jantar no sul da Itália termina em licor caseiro de limão. Como eu tenho uma grande afinidade com alimentos e bebidas polêmicos, o Limoncello também é disputado por Sorrentinos, amalfitanos e capreses. Afinal, tudo o que é bom sempre é sempre disputado. O Limoncello chegou ao Brasil, através do chef Giuseppe Gerundino que, a exemplo da sua família. acrescentava algumas folhas do limão, para acentuar o sabor e o perfume. 
Para mim, o limoncello tem o sabor, o frescor e o perfume da minha alma italiana. Vamos para a cozinha, dar início ao preparo dessa poesia líquida. Boa noite, para você, que também tem a alma italiana! Boa noite para você, que também se embriaga com o perfume e o frescor do limão! Boa noite para você, que aprecia uma taça de poesia líquida. Celebre a vida comigo!


Ingredientes:

5 limões sicilianos, sem uso de pesticida
500 ml de álcool de cereais, a 95%
400 g de açúcar
600 ml de água.

Modo de fazer: O ideal é colher o limão no pé, de preferência, na Toscana, mas vamos considerar os limões sicilianos comprados no mercado. Foi isso que eu fiz. Eu lavei o limão em água com algumas colheres de vinagre, deixei 15 minutos, e aí eu lavei em água corrente, e enxuguei com papel toalha.  Agora é com você! Retire somente a parte verde  das cascas do limões. Eu usei um descascador de legumes, e deu certo. Coloque as cascas em um vidro com fechamento hermético,  despeje o álcool sobre as cascas, feche, e deixe em infusão, pelo menos por seis dias, agitando pelo menos uma vez ao dia. Ao final do período, nos teremos um líquido com uma cor maravilhosa. Coe o líquido, em uma peneira fina, e reserve. Coloque o açúcar em uma panela. Eu prefiro uma panela inox. Acrescente 600 ml de água, e leve ao fogo, mexendo sempre, até que o açúcar derreta totalmente. Desligue, e deixe esfriar. Misture o extrato do limão e, voilá! Temos um maravilhoso licor, lindo, refrescante. Coloque em garrafas esterilizadas, e guarde bem vedada. Manter na geladeira, além de prolongar a vida do licor, ainda o deixa mais refrescante e maravilhoso. Cheers!!!

NOTA: O álcool ideal é o álcool de cereal, a 95% de pureza, mas pode ser usado o álcool etílico hidratado, a 95%. PELO AMOR DE DEUS, NÃO USE O ÁLCOOL 46%, PERFUMADO E USADO PARA LIMPEZA, QUE SE COMPRA EM SUPERMERCADO! Licores de cítricos, sem o uso de conservantes, não dura muito, porque o óleo retirado da casca, que dá perfume e sabor ao licor, rancifica.






20 de agosto de 2018

MUFFIN DE ABÓBORA COM CORAÇÃO DE GORGONZOLA



A chuva chegou, de repente,
encobrindo o meu céu com a neblina,
e sorrindo eu danço contente,
nas delícias desta chuva fina.
Sobre as pedras molhadas da rua,
relembrando os teus olhos profundos,
como os anjos, eu caminho nua,
pelas ruas molhadas do mundo...
E nas asas da imaginação,
contemplando a paisagem molhada,
eu nem sinto os meus pés no chão,
transbordando, feliz, fascinada...
É uma chuva tão fresca e feliz,
radiante como a primavera,
é uma chuva que faz, por um triz,
renascer a menina que eu era.

Eu escrevo os meus poeminhas desde menina. A única mudança que aconteceu com o passar do tempo, foi que os meus poeminhas se tornaram mais felizes. Quando eu era menina, os meus poeminhas eram muito tristes. Aí você vai me perguntar: mas este blog não é um blog dedicado à gastronomia, à comida. Não se avexe! Eu explico porque eu misturo poesia com comida! Poesia é um artigo de baixo consumo, e comida todo mundo come todos os dia. Partindo dessa premissa, eu decidi fazer esta mistura ilegal. Eu faço uma venda casada. Você leva uma poesia ruim, e em compensação, você ganha uma receita maravilhosa.  Ah! Não ria! Você tem que concordar comigo que é até um bom negócio. Ninguém pode me acusar de não ter tentado.....muitos risos...
Explicação dada, vamos nós para a cozinha? Eu fui conquistada pelos muffins, esses bolinhos de dar água na boca, fofinhos e apetitosos,  frequentemente servidos no café da manhã em casas e bares britânicos e americanos, e agora muito populares na Itália. Eu, aqui no Brasil, estou fazendo propaganda deles. A receita de hoje é fabulosa, Um muffin feito com massa de abóbora, e recheado com queijo gorgonzola. A picância do gorgonzola, harmoniza-se maravilhosamente com a doçura da abóbora. Eu experimentei também com o queijo Brie, mas a harmonia não foi tão perfeita. Esse muffin pode ser incrementado com bacon crocante, e a cobertura pode ser de semente de abóbora, pétalas de amêndoas ou nozes. Pegue uma taça de um bom vinho branco, pegue um desses meus muffins maravilhosos e sorria. Uma boa comida, harmonizada com um bom vinho é pura poesia.
Boa noite para você, que também gosta de poesia! Boa noite para você que gosta de boa comida e detesta poesia! Boa noite para você que gosta de tudo! Boa noite para você que não gosta de nada. Ainda dá tempo! Experimente as coisas com a mente aberta. Boa noite para todas as pessoas que eu amo! Vocês são a minha motivação.



Ingredientes
8 porções:


180 g de farinha de trigo
180 g de abóbora já limpa
1 ovo
1 gema
40 g de queijo parmesão ralado
60 ml de leite
4 colheres  de azeite de oliva
70 g de queijo gorgonzola
1/2 talo de alho-poró
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de bicarbonato
½ colher de chá de sal e pimenta do reino
4 colheres de azeite de oliva
1 ramo de manjerona
Sementes de girassol, pétalas de amêndoas ou pedacinhos de nozes para decorar.




Modo de fazer: Coloque um fio de azeite e refogue o alho-poró cortado em rodelas. Como fio de azeite, você pode considerar 2 ou 3 colheres de sopa de azeite. Adicione a abóbora cortada em pedaços pequenos, e deixe cozinhar por 15 a 20 minutos, mexendo sempre para não queimar. Como as abóboras liberam diferentes quantidades de água, se a abóbora for muito seca, adicione pequenas quantidades de água para não queimar no fundo.

Quando a abóbora estiver cozida, bata com a ajuda de um processador. Você pode também amassar com o garfo ou bater no liquidificador. Amassando, o muffin irá ficar mais pedaçudo, batendo no liquidificador, ele irá ficar mais fino. Deixe esfriar e adicione o ovo, a gema, o leite, o óleo de amendoim e misture. Adicione todos os ingredientes secos (farinha, parmesão ralado, sal, pimenta, fermento em pó, bicarbonato de sódio) e misture bem, a folhinha de manjerona picadas. Adicione agora, a mistura de ingredientes secos, com a pasta de abóbora, até obter uma mistura homogênea. Coloque forminhas para muffin nas assadeiras, e coloque uma colher da massa em cada forminha. Coloque um quadradinho de gorgonzola no centro de cada forminha e cubra com outra porção de massa, deixando uma borda livre na forminha de 1 cm, pelo menos. Salpique a superfície com semente de girassol. Você pode também usar pétalas de amêndoas ou pedacinhos de nozes.  Asse em forno preaquecido a 180º C, por cerca de 20 minutos. Deixe esfriar e sirva.

19 de agosto de 2018

MUFFIN DE CHOCOLATE


Nem céu, nem mar, nem chão!
Apenas a vertigem do vazio,
apenas a noite, o silêncio e a solidão,
e a tristeza correndo, como um rio....
Vira montanha a dor da tua ausência,
torna-se abismo o amor que se perdeu,
enquanto eu espero por você, com paciência,
meu coração ficou triste e escureceu...


Bem, o meu coração escureceu e ficou doce como muffin de chocolate. Ah! Não ria! Noite de domingo tem gosto de cabo de guarda chuva, mas eu tento, eu juro, melhorar o gosto das noites de domingo. E a noite de domingo hoje, está enriquecida com o perfume e o gosto do chocolate e da confeitaria americana. O muffins, são esses lindo, fofos  e deliciosos bolinhos, que derretem na boca, e que se tornam ainda mais deliciosos, acompanhados de um bom chá. Os muffins são rápidos de fazer, e ainda mais rápidos de comer. Vamos para a cozinha, porque é lá que se processa a magia.
Boa noite para você que gosta de chocolate! Boa noite para você que gosta de magia! Boa noite para você, que me faz companhia nos fins de domingo! 

Ingredientes:
6 porções

4 colheres (sopa) cheias de farinha de trigo
3 colheres (sopa)  de cacau amargo
1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
1 ovo
85 g de leite integral
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
100 g de chocolate amargo









Modo de fazer:  Coloque em uma tigela,  o fermento, o cacau, o açúcar e o sal, misture bem e reserve.
Em outra tigela, misture todos os ingredientes líquidos, como leite, o ovo ligeiramente batido e a manteiga derretida. Adicione os ingredientes líquidos aos sólidos e mexa rapidamente até obter uma mistura lisa. Pique o chocolate amargo, ponha um punhado de lado e acrescente o restante à mistura, mexendo rapidamente. Forre as assadeiras próprias para  muffins com forminhas de papel manteiga, e preencha 2/3 de cada uma delas com a massa, salpicando pedacinhos de chocolate sobre. Alternativamente, você pode untar as forminhas com manteiga e polvilhar com farinha, sem usar as forminhas de papel. Claro que com as forminhas de papel ficam mais bonitinhos.
Leve ao forno preaquecido a 180º C, por cerca de 15 minutos. Deixe esfriar e sirva, mas se você tiver pressa, quando você come morno, os pedacinhos de chocolate estarão derretidos.
A receita original é feita com chocolate amargo, mas você pode fazer com chocolate ao leite ou até chocolate branco. Experimente!

16 de agosto de 2018

ROLINHOS SOFISTICADOS DE TILÁPIA


 É possível que você não possa compreender o que eu digo.
Talvez porque eu fale português, talvez por que eu fale de amor.
 E, se neste momento, eu caminho sozinha e no escuro;
 se eu não posso nem sonhar em dividir o meu futuro com você,
 eu compartilho com você, o meu passado.
 Eu divido com você, momentos de delicioso encantamento,
 e eu crio, sobre esses momentos, um paralelo universo.
 Eu levo você, pela mão, através dos arquitetônicos cenários do passado,
 através dos cenários das minhas memórias,
seguindo o caminho  dos meus sonhos.
No vasto universo dos meus sonhos,
 um vento frio, um vento de inverno, ele me traz o som da tua voz,
e a voz do vento traduz, para mim, as palavras que você não diz.
E são  as palavras que você não diz, 
são essas silenciosas palavras, espalhadas pelo vento,
 que eu escuto, porque você me fala de amor,
mesmo calado.


Nós estamos no mês do vento, o mês de agosto. Quando eu era menina, eu chamava esse vento, de vento azul, porque a o vento levantava a poeira e deixava os horizontes azulados. O vento azul me leva diretamente para a minha infância na roça, na fazenda. Rindo, eu me lembro que, desde que eu era uma menina, eu já gostava de inventar pratos, mesmo porque nós éramos pobres e a necessidade é uma grande incentivadora da criatividade. Então hoje, relembrando o meu tempo de menina, eu fui para a cozinha, para elaborar um prato autoral, com ingredientes simples e disponíveis. Aí está a minha criação, cujo sabor ficou incrível. Vamos para a cozinha, porque a cozinha é onde se processa a magia. Boa noite para você, que adora uma magia! Boa noite para você, que gosta de sabores delicados, mas desafiadores. Boa noite para você, que gosta de celebrar a vida.  Pegue uma taça de vinha, e celebre comigo! 

 Ingredientes:
4 pessoas
2 tilápias médias, sem pele e sem espinhas
1 dente pequeno de alho,
sal e pimenta do reino a gosto
1/2 limão rosa (pode ser tahiti também) e um pouquinho de água.

Recheio:
100 g de queijo parmesão ralado grosso.
100 ml de creme de leite
raspas de 1 limão siciliano pequeno ralado

Molho:
2 colheres de azeite de oliva
50 g de tomate seco picado
1 ramilho de tomilho
1 colher de alcaparras lavadas e picadas
4 azeitonas pretas sem caroço picada
50 ml de vinho branco.

Modo de fazer: Corte cada filé da tilápia em duas tiras, dê algumas batidas (muito leves) com o martelo de carne nos filés mais grossos, para deixá-los com a mesma espessura, e tempere com meio dente de alho, sal, suco de meio limão rosa, sal e pimenta. Prepare o recheio, misturando o queijo parmesão com o creme de leite e as raspas de limão siciliano. Espalhe uma porção de recheio sobre o filé, enrole, e prenda com um palito de madeira.
Prepare o molho, levando uma frigideira o fogo, com 2 ou três colheres de azeite, e misture o tomilho desfolhado, para dar sabor ao azeite. Junte o tomate seco picado, as alcaparras e as azeitonas, regando tudo com o vinho branco. Ferva em fogo baixo para formar um molho. Se for necessário, junte um pouquinho de água. Coloque os rolinhos sobre o molho pronto e vá cozinhando, ainda em fogo baixo. Vá virando os rolinhos, cuidadosamente, até ficar cozido, por cerca de 10 minutos. Enquanto o peixe cozinha, há uma interação entre o molho o peixe e o recheio, formando um delicioso e encorpado molho. Sirva com purê de batatas e uma saladinha verde. Eu adoro servir, também, com arroz preto.
Ache o seu jeito, e bom apetite.

12 de agosto de 2018

ROLINHOS SICILIANOS DE PEIXE

Fonte e foto: Cucchaio D'Argento


Lua vermelha, namorada do universo
território onde mora o meu guerreiro,´
é o farol do meu mundo submerso,
é o frasco, onde eu guardo o teu cheiro.
Lua de sangue, emissária da paixão,
deixa um rastro de magia, à tua passagem,
faz girar o mundo em tua direção,
e projeta em meus olhos, a tua imagem.
Lua de sangue, refletida no espelho,
depois da longa batalha com sol,
vai colorindo a minha boca de vermelho,
e incendiando a minha cama e o teu lençol.
Lua de sangue, que desperta os meus dragões,
e que aflora, a flor da pele, o meu instinto,
vem inundar, com um mar de sensações,
essa paixão e esse louco amor que eu sinto.




As noite de domingo são o meu pesadelo, e é por isso que eu sempre procuro motivos para eu dar boas risadas. Eu aproveitei ese momento para eu escrever um poeminha para eu homenagear a lua de sangue e os tomates, que também fazem parte da minha receita de hoje. Os tomates também merecem um pouco de carinho. ...muitos risos...
Nada é tão associado à culinário italiana, quanto o tomate. Mas o tomate, que se tornou um símbolo  cozinha italiana, é um imigrante das Américas, da região do Peru ou do México. A primeira referência gastronômica de um prato elaborado com tomates, foi o ano de 1692. Quando chegou à Europa, o tomate era considerado apenas como planta ornamental e temido como venenoso, quando ele é, em verdade, muito nutritivo, rico em licopeno que pode reduzir a incidência de câncer. Bem, mas nós não estamos aqui para falar do tomate como um remédio, mas sim como um saboroso elemento do nosso prato. Vamos para a cozinha, porque a vida pede mais cor e muito sabor. O prato de hoje é simples, delicado e saboroso e é típico da região de Messina, na Sicília. Essa receita é um jeito nobre para resgatar a reputação de um peixe que não é muito respeitado aqui no Brasil.  Esse prato é simples, mas cheio de vida. Servido com arroz, purê de batatas e uma alegre e colorida salada é uma boa refeição, acompanhado pela pessoa amada e uma taça de sauvignon blanc é uma celebração. Boa noite para você, que gosta de viajar através da gastronomia!  Boa noite para você, que curte as celebrações com a família e os amigos! Boa noite para você que curte uma celebração a dois! Boa noite para você que gosta de histórias!

Ingredientes:

12 fatias finas de peixe-espada (cerca de 1 kg)
70 g de queijo caciocavallo
manjericão e salsinha picadas a gosto.
farinha de rosca grossa
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
sal e pimenta a gosto.

Para o molho:
8 tomates maduros, pelados, sem sementes e cortados em cubinhos
100 g de azeitonas pretas e sem caroço
2 colheres de sopa de alcaparras
1 cebola pequena
1 talo de aipo
azeite

Modo de fazer: Retire a pele das fatias de peixe-espada, em seguida, corte-as em retângulo, deixando de lado as sobras. Bata levemente, evitando quebrá-las, e tempere levemente com sal e pimenta do reino a gosto.
Em uma tigela misture o queijo ralado, as sobras do peixe picadas, farinha de rosca, manjericão e salsa picada, um pouco de azeite, sal e pimenta. Divida o recheio e espalhe sobre os retângulos do peixe, enrole e prenda com um palito de madeira. 
Aqueça um pouco de água com uma pitada de sal e escalde a cebola picada, até ficar transparente. Adicione então os tomates picados, o azeite, a alcaparras, lavadas e secas, e as azeitonas cortadas ao meio, e o aipo, depois de escaldado em água fervente, levemente salgada, e cortados em fatias.
Refogue tudo por alguns minutos, coloque os rolinhos sobre o molho, envolva-os, girando cada um deles no molho, cubra a panela e continue cozinhando por cerca de 10 minutos, em fogo baixo. Vire os rolinho de vez em quando, para que eles cozinhem por igual. Descubra, remova o palito dos rolinhos, e deixe terminar o cozimento por mais alguns minutos.  Retire do fogo, e sirva os rolinhos quentes ou frios.